A infestação por pulgas é um dos problemas mais frequentes no cão e no gato. A estação das pulgas estende-se normalmente desde o início do mês de Março até ao final do mês de Outubro. No entanto, nas casas onde a temperatura lhes é favorável, as pulgas podem persistir durante todo o ano; os tapetes, as alcatifas e os rodapés permitem-no, sem que os seus habitantes sequer se apercebam.
A picada da pulga pode provocar irritações e alergias cutâneas no animal (Dermatite Alérgica à Picada da Pulga). As pulgas podem igualmente transmitir outras afeccções como parasitas intestinais, bactérias, vírus, protozoários, uma vez que são hospedeiros de agentes patogénicos.
Em Portugal são comummente encontradas duas espécies de pulgas: a pulga do gato e a pulga do cão. A pulga do gato, a mais frequente, é capaz de se reproduzir tanto no gato como no cão, podendo inclusivamente infestar o Homem ou outros animais domésticos.
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O animal adquire pulgas ao passar por um "local de eclosão" (locais de infestação onde se encontram as jovens pulgas recém emergidas a aguardar a passagem de um hospedeiro nas proximidades). A infestação inicial ocorre na maior parte das vezes sem necessidade de contacto directo entre animais mas por circulação em zonas onde esteve anteriormente presente um animal infestado.
Os estadios larvares e os casulos ou pupas são parte essencial do ciclo de desenvolvimento da pulga, que não se desenvolve no seu animal mas sim no ambiente, sendo portanto invisível. Estes locais de eclosão existem em multiplas zonas onde outros animais infestados por pulgas estiveram já anteriormente.
Destes locais de eclosão emergem jovens pulgas que poderão saltar para o seu animal quando este por ali passar.